Chegou finalmente a chuva...para condizer com o meu estado de espírito. Ontem tomei finalmente uma atitude...a de te deixar ir por completo (apesar de já não te ter há muito tempo), de abrir as portas do meu coração e deixar-te partir.
Hoje estive a ler textos sobre ti, escritos por outra pessoa que te ama há mais tempo que eu, e o meu rosto encheu-se de lágrimas...e o meu coração ficou pequenino. És igual com todas nós, mas finges amar umas mais que outras....
Ainda não consegui entender este fenómeno de querer, desejar, amar tanto alguém, de forma doentia mesmo. Um fenómeno que impede os movimentos, que controla a nossa vida de forma sufocante, até ao desespero de desejar morrer porque não somos correspondidas....
E ontem, depois de mais uma noite na companhia das lágrimas, decidi que tinha chegado a altura de colocar um ponto final neste sofrimento...de acabar com tanta dor. E desisti de ti, de esperar que mudes e que um dia destes voltes a desejar-me e dizeres que me adoras.
Quero sentir aquela serenidade que sentia antes de entrares na minha vida, mas está a demorar a chegar....enquanto isso vou exorcizando estes sentimentos, lendo os textos que ela também escreve sobre ti...e as fotos que tiraram juntos...e não consigo sentir raiva dela – nem quero. Ela é como eu e eu como ela: amamos e pensamos demais...e dedicamo-nos a alguém que não tem profundidade emocional para perceber o quanto é amado, com a esperança que ele mude e passe a amar.
Mas eu não vou viver mais esta obsessão...sim porque já é algo obsessivo. Vou seguir com a minha vida, continuar com os meus medos e inseguranças, mas sentindo-me mais forte e determinada para lidar com o sofrimento. E se alguma coisa positiva aprendi contigo, foi não confiar nas palavras sem serem seguidas de acções, foi acreditar que um “adoro-te” afinal pode ser apenas uma palavra dita sem sentido, sem se sentir.
Amanhã quero acordar e sentir-me livre de ti....mesmo que a chuva continue e ainda haja lágrimas no meu rosto.
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