domingo, 19 de dezembro de 2010

Em carne viva...(escrito a 7 Dezembro 2010)

E tu surgiste, de forma inesperada.
Vimo-nos uma vez e confesso que não houve o chamado “click”.
Mas naquela noite encantaste-me: pegaste na guitarra e perguntaste o que eu queria que tocasses. Pedi-te o tema do filme “O Caçador” e comoveste-me. Roubei-te um beijo e ficaste com aquele ar de tímido que assumes sempre que não estás à vontade. Mas aproximaste-te de mim, acariciaste-me as mãos, o rosto e voltámos a beijarmo-nos. Não estávamos sózinhos e não pudemos extravasar o desejo que começava a existir entre nós.
Eu só te queria tocar...ouvir-te falar...ver-te sorrir...porque sempre adorei o teu sorriso.
Senti o meu peito a explodir de desejo, de paixão a brotar...mas tive de me conter.
Disseste-me coisas bonitas que levei comigo nessa noite.

Surgiu uma cumplicidade única entre nós...quando falávamos ao telefone, quando te via e não podia tocar-te.

Por ti fiz a maior loucura da minha vida...que não me arrependo. Partilhámos numa noite segredos tão íntimos, experiências dolorosas, e sentimos os nossos corpos duma forma arrebatadora e única.
Nesse dia senti que ias fazer parte da minha vida para sempre, talvez não de forma amorosa, mas como uma das pessoas mais especiais que eu tinha encontrado.

Mas eu estava carente...e iludi-me.

Eu fui apenas mais uma conquista, mais uma história para escreveres uma canção.
E ao abrir-te o meu coração e dizer tudo o que sentia...acabei por perder-te.
Assustaste-te e fugiste. Evaporaste-te da minha vida.

Agora, sentada na cama a escrever estas linhas, enquanto o vento sopra violentamente lá fora, as lágrimas toldam-me os olhos, sinto um aperto no coração, uma vontade imensa de ouvir a tua voz, de ver o teu sorriso enquanto tocavas para mim “O Caçador”....mas só consigo sentir o coração em carne viva...

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