domingo, 26 de dezembro de 2010

Um Natal diferente...

Desde que me lembro de ser gente, que a época do Natal é a mais relevante do ano. Ao contrário do que algumas pessoas pensam sobre esta época, pelo seu lado comercial, eu via e ainda vejo de outra forma: era a ânsia que chegasse o mês de Dezembro para ver as ruas e lojas iluminadas; a “construção” da árvore de Natal lá em casa – que eu exigia sempre que fosse artificial para não prejudicar a natureza! Já eram os meus sonhos de mudar o mundo a vir à superfície.

Adorava a véspera do dia 25, em que em conjunto com o meu irmão tentávamos descobrir onde é que o Pai Natal tinha escondido os presentes! Sim, porque eu acreditava no senhor de barba branca que vive infinitamente na Lapónia. E enquanto os meus pais e familia colocavam freneticamente os presentes na árvore de Natal, eu e o resto da criançada ficávamos “aprisionados” numa varanda, avisando-nos para olharmos com atenção para o céu estrelado e tentar ver o Pai Natal passar com as suas renas. E lá ficávamos meio-embrigadados com aquela ideia e confundíamos estrelas ou aviões com o trenó, e ficávamos tristes porque não tínhamos ido a tempo de ver o Pai Natal.
Quase, quase às 24h, éramos “libertados” da varanda e lá íamos eufóricos ter com os adultos, perguntávamos como é que o Pai Natal era: se era simpático, rechonchudo, etc. E começava a azáfama da abertura das prendas onde só se ouvia o rasgar dos papéis de embrulho ou “queria tanto ter isto!”, “vou levar esta boneca para a escola e meter inveja às outras meninas”.
E foi sempre assim, até chegar à adolescência, em que o Natal continuava a ser a minha época favorita. A única diferença é que jão não acreditava no Pai Natal...
O Natal foi sempre a altura em que estávamos sempre juntos – os meu pais e eu – em que a minha mãe passava (e ainda passa!) o dia a fazer doces, desde os bolinhos de bolina, rabanadas, arroz doce, leite creme, tronco de Natal de cenoura, coberto de chocolate. Para além do prato principal: o bacalhau cozido!
A parte da abertura dos presentes já não tinha aquela excitação, mas confesso que fcávamos algo ansiosos. A mim calham-me sempre paninhos, meia, biblôts....vê-se mesmo que as pessoas não me conhecem; mas compensava com os presentes dos meus pais que sabem o que gosto e lembro-me de há 1 ou 2 Natais atrás, terem-me oferecido a bibliografia de Dostoievky e o filme “O Pianista”. Eram presentes que enchiam-me a alma.
Este ano foi diferente...sinto que não houve Natal. Foi um dia igual aos outros...Eu não estava feliz e tive de ir para um “refúgio” onde pudesse curar essa tristeza, essa melancolia. E estive sozinha este Natal: sem a azáfama dos doces, sem árvore de Natal, sem prendas, sem companhia. Quando me deitei, já a sofrer os efeitos dos sedativos, escorriam-me lágrimas pelos olhos e senti-me a pessoa mais só em todo o mundo, “aprisionada” neste quarto..

A vida passa rápido demais, não há tempo para saborear nada, para estar com as pessoas que amamos e o Natal concentrava tudo isto: a delícia de estar vivo, o prazer de estar com as pessoas mais importantes da nossa vida. O Natal era uma das épocas que me dava mais prazer de viver...e este ano passei-o sozinha.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Numa encruzilhada

Há momentos na vida em que temos de tomar decisões muito importantes, que podem mudar tudo o resto: seguir em frente e travar todas as lutas que surgem pelo caminho ou fazer "Pause" e colocar tudo em suspenso, para pensar no rumo que a nossa vida deverá levar.
Estou a passar por um desses momentos e sinto-me numa encruzilhada em que não sei que caminho seguir...pois qualquer um deles vai afectar-me de uma forma ou de outra.
Seguir em frente, enfrentar os meus demónios, ir para a frente da batalha, vai deixar-me ainda mais derrotada...vou continuar a esvaír-me em sangue, mas provarei a todos que consigo ser forte. Por outro lado, essa força afinal pode não existir e posso tentar encontrar a saída mais rápida para parar com a dor, a difamação, a injustiça...
Fazer "Pause" na minha vida vai implicar com tudo: vou perder o meu trabalho, vou continuar a ser estigmatizada, vou perder muita coisa na minha vida e vou adormecer.
Não sei o que escolher....
Queria voltar atrás no tempo e não ter conhecido "aquela" pessoa, não me ter envolvido e iludido. E queria que as pessoas parássem de me julgar e conhecer apenas uma parte da história...

Sei que neste momento sinto a minha vida destruída a nível profissional devido a um infortúnio pessoal...e não estou a saber lidar com isso.
É como se andasse na rua e sentisse os olhares de censura em mim...sinto-me excluída de actividades de que devia fazer parte...das quais tenho mérito.

E tudo isto é resultado das minhas emoções, do meu defeito de "abrir o coração" a quem não devia...de achar que determinadas pessoas são especiais, quando no fundo são maldosas, não podemos confiar nelas...e nos destróiem a vida.

Entre esta encruzilhada, a solução talvez seria "desaparecer": mudar de país, de entidade, de profissão. Tornar-me uma estranha para todos esses que me querem mal...fazer com que se esqueçam de mim. Mas não tenho esse poder de super-heroína...vou ter de tomar uma decisão e muito em breve. E o primeiro passo será excluir da minha vida todos aqueles que afinal me desejam mal, me julgam injustamente, excluir quem acha ter o poder de manipular a minha vida profissional, todos aqueles que têm maldade e cinismo no coração e gostam de ver o sofrimento de outrem, no fundo....excluir quem não merece conhecer nem partilhar a vida com uma pessoa extraordinária como eu.

Em carne viva...(escrito a 7 Dezembro 2010)

E tu surgiste, de forma inesperada.
Vimo-nos uma vez e confesso que não houve o chamado “click”.
Mas naquela noite encantaste-me: pegaste na guitarra e perguntaste o que eu queria que tocasses. Pedi-te o tema do filme “O Caçador” e comoveste-me. Roubei-te um beijo e ficaste com aquele ar de tímido que assumes sempre que não estás à vontade. Mas aproximaste-te de mim, acariciaste-me as mãos, o rosto e voltámos a beijarmo-nos. Não estávamos sózinhos e não pudemos extravasar o desejo que começava a existir entre nós.
Eu só te queria tocar...ouvir-te falar...ver-te sorrir...porque sempre adorei o teu sorriso.
Senti o meu peito a explodir de desejo, de paixão a brotar...mas tive de me conter.
Disseste-me coisas bonitas que levei comigo nessa noite.

Surgiu uma cumplicidade única entre nós...quando falávamos ao telefone, quando te via e não podia tocar-te.

Por ti fiz a maior loucura da minha vida...que não me arrependo. Partilhámos numa noite segredos tão íntimos, experiências dolorosas, e sentimos os nossos corpos duma forma arrebatadora e única.
Nesse dia senti que ias fazer parte da minha vida para sempre, talvez não de forma amorosa, mas como uma das pessoas mais especiais que eu tinha encontrado.

Mas eu estava carente...e iludi-me.

Eu fui apenas mais uma conquista, mais uma história para escreveres uma canção.
E ao abrir-te o meu coração e dizer tudo o que sentia...acabei por perder-te.
Assustaste-te e fugiste. Evaporaste-te da minha vida.

Agora, sentada na cama a escrever estas linhas, enquanto o vento sopra violentamente lá fora, as lágrimas toldam-me os olhos, sinto um aperto no coração, uma vontade imensa de ouvir a tua voz, de ver o teu sorriso enquanto tocavas para mim “O Caçador”....mas só consigo sentir o coração em carne viva...

Ontem despedi-me de ti...(escrito a 5 Outubro 2009)

Chegou finalmente a chuva...para condizer com o meu estado de espírito. Ontem tomei finalmente uma atitude...a de te deixar ir por completo (apesar de já não te ter há muito tempo), de abrir as portas do meu coração e deixar-te partir.
Hoje estive a ler textos sobre ti, escritos por outra pessoa que te ama há mais tempo que eu, e o meu rosto encheu-se de lágrimas...e o meu coração ficou pequenino. És igual com todas nós, mas finges amar umas mais que outras....
Ainda não consegui entender este fenómeno de querer, desejar, amar tanto alguém, de forma doentia mesmo. Um fenómeno que impede os movimentos, que controla a nossa vida de forma sufocante, até ao desespero de desejar morrer porque não somos correspondidas....
E ontem, depois de mais uma noite na companhia das lágrimas, decidi que tinha chegado a altura de colocar um ponto final neste sofrimento...de acabar com tanta dor. E desisti de ti, de esperar que mudes e que um dia destes voltes a desejar-me e dizeres que me adoras.
Quero sentir aquela serenidade que sentia antes de entrares na minha vida, mas está a demorar a chegar....enquanto isso vou exorcizando estes sentimentos, lendo os textos que ela também escreve sobre ti...e as fotos que tiraram juntos...e não consigo sentir raiva dela – nem quero. Ela é como eu e eu como ela: amamos e pensamos demais...e dedicamo-nos a alguém que não tem profundidade emocional para perceber o quanto é amado, com a esperança que ele mude e passe a amar.
Mas eu não vou viver mais esta obsessão...sim porque já é algo obsessivo. Vou seguir com a minha vida, continuar com os meus medos e inseguranças, mas sentindo-me mais forte e determinada para lidar com o sofrimento. E se alguma coisa positiva aprendi contigo, foi não confiar nas palavras sem serem seguidas de acções, foi acreditar que um “adoro-te” afinal pode ser apenas uma palavra dita sem sentido, sem se sentir.
Amanhã quero acordar e sentir-me livre de ti....mesmo que a chuva continue e ainda haja lágrimas no meu rosto.

FÁCIL E DIFÍCIL - blog de Regina Celi Goulart

"- Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
- Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
- Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
- Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
- Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
- Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
- Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
- Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer.
- Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
- Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
- Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar. Difícil é mentir para o nosso coração.
- Fácil é ver o que queremos enxergar.
- Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
- Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
- Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente eléctrica quando tocamos a pessoa certa.
- Fácil é querer ser amado. Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
- Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
- Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
- Fácil é perguntar o que deseja saber. Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.
- Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade. Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria. Fácil é dar beijo. Difícil é entregar a alma. Sinceramente, por inteiro.
- Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro. Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
- Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho. Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata."

domingo, 12 de dezembro de 2010

Para a Carla A.

A vida voltou a juntar-nos.
E depois de tantas quezílias, discussões, lágrimas, és agora uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Juntas passámos por muitas vitórias profissionais – aliás nós somos as verdadeiras merecedoras da  medalha de Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres atribuída pelo ministro da Cultura de França! ;-) Mas somos humildes e as medalhas , troféus e óscares são para os artistas. Nós somos as que arregaçamos as mangas e vamos lá a isto!

Houve uma altura que pensei que não seria sustentável trabalharmos juntas, mas o tempo fez-nos ver que tudo se supera. Somos dois seres hiper-emocionais e sensíveis, com o coração na boca, “vestimos a camisola” e suamos por ela, lutamos com unhas e dentes e ganhamos as batalhas.

És rezingona e impulsiva, dizes tudo o que pensas (sem pensar!), às vezes temos que carregar no Stop para a cassete parar, mas depois há o outro lado....
E o outro lado é quando precisamos de um amigo e tu estás lá, quando queremos desabafar mas ninguém parece querer saber e tu surges, quando choro e vens a correr dar um abraço...o outro lado é apareceres de repente, quando estou sozinha e fechada na minha concha porque a tristeza arrasa-me e ofereceres-me chocolates e dizeres-me que tudo vai correr bem. O outro lado é abrires-me os olhos, mesmo que de forma “bruta”, como tu própria dizes, e fazeres-me ver que sofro sem razão.

E fazes-me bem quando dizes que sou bonita, que gostas de mim e que sou um ser-humano de valor.

Tens acompanhado os meus dramas e sei o quanto gostavas que eu os superasse e me tornasse essa mulher forte que eu sei que posso ser. Revoltas-te por eu querer quem não me quer, quem não me merece e dás-me sermões como se fosses uma irmã mais velha...mas o que tu és, é uma amiga do coração, que se preocura genuinamente, sem esperar nada em troca.
És um ser-humano bonito, raro, e que tenho tanta sorte de ter na minha vida.
E sei que quando estas lágrimas secarem, vamos rir juntas de felicidade e voltar a lutar pelos nossos sonhos e objectivos de mangas arregaçadas e de sorrisos nos lábios. E principalmente...continuarmos amigas.

Para a Paula...

Ela é a minha heroína. O ser-humano que eu mais admiro, de quem me orgulho e vou guardar sempre no meu coração com muito amor.
Mais que amiga ou familiar é uma relação que transcende as palavras.
A Paula é uma vencedora, uma lutadora: lutou contra tempestades, dragões, atravessou furacões e ergueu-se sacudindo o pó dos ombros e seguindo em frente.
A Paula está sempre lá e tem estado sempre quando eu estou em apuros. Recordo as minhas lágrimas deitada na maca do hospital, enquanto me agarrava a mão e gritava em silêncio “Vive, por favor, não desistas!”.
A Paula é a pessoa que me transmite energia positiva e me faz rir. A sua vida pode estar um caco, mas arranja sempre forma de fazer os outros felizes.
A Paula merecia ser estudada nas escolas como um exemplo do ser-humano ideal, alguém a quem devíamos aspirar a ser.
A Paula, se pudesse, era uma espécie de “mãe” de todas as crianças abandonadas de afectos, a “amiga” de todos os seres pobres e carentes, a “irmã” de todos os solitários e infelizes. A Paula seria o elixir de todos...de todos nós.
Não imagino a minha vida sem ela. É como se fosse uma parte de mim, do meu corpo e principalmente da minha alma.
A Paula é a minha fada, o meu anjo da guarda. E quem tem o prazer de partilhar a vida com ela, é das pessoas mais sortudas do mundo porque sabe que está na presença de um ser único, especial e extraordinário.
Adoro-te Paula!

Exausta...(escrito a 18 Maio 2009)

Estou exausta....de mim mesma, da minha vida.
Aqui há dias falava-se em “razões de viver”....e por mais que pensasse e tentasse encontrar as minhas, não consegui. Surgiu um vazio na minha mente e não consegui dar uma única razão.
Isto não é bom sinal, pois não?
Sinto que não vivo....apenas respiro...e mal.

Nos últimos anos vivi num poço, onde pensei nunca consegui içar-me...até que...

Este ano surgiu uma razão que me deu força, razão para “viver”, como se de repente a tempestade amainasse e uma brisa suave começasse a soprar no meu rosto. Surgiste e deste-me uma razão para viver...para acordar feliz de manhã, percorrer o dia com um sorriso nos lábios e o coração cheio de carinho, e adormecer suavemente, sem insónias, sem pesadelos.
Dizias-me coisas bonitas, fazias-me sentir desejada...sabia que algures havia alguém que pensava em mim...
Mas acabou....e a tempestade regressou ainda com mais força, decidida finalmente a derrotar-me....

E agora, sempre que chego a casa, depois dum dia de trabalho em que me esforço para disfarçar a minha dor, caio derrotada no chão do meu quarto e choro, choro convulsivamente....como uma louca...e grito de dor, como se me espetassem facas no coração....e decido anestesiar a dor....até finalmente ser derrotada pelo cansaço, pelo efeito da anestesia.
E quero acabar com tudo...quero deixar de existir. Não quero acordar mais....quero aliviar a dor, a ausência de razões de viver.

E amo-vos muito – as pessoas que são importantes na minha vida – e perdoem-me a dor, o sofrimento que vos causarei, mas se soubessem o que vai na minha alma, na minha mente, no meu Ser....não aguento mais...é demasiado doloroso.
Perdoem-me os meus amigos e alguns familiares, os meus colegas de trabalho....alguns de vocês partilharam os meus desabafos e sempre tentaram confortar-me....mas já não há retorno.

E ao olhar para as boas coisas que vivi, os momentos mais importantes, aí sim, consigo relembrá-los com tanto prazer:
- O meu 1º Amor, a música, apresentada pelo George Michael (sim, imagino as risadas que isto provocará, mas quem me ama sabe o quão importante esta figura é para mim)
- A minha Londres, que sempre considerei o meu “habitat natural”
- Os meus queridos Take That e o meu amor pelo Robbie Williams, que tanta força me deram e me ajudaram a ser uma pessoa com objectivos, sonhadora, lutadora...
- O meu lindo Martim, que sempre foi como o filho que nunca tive e que amo com todo o meu coração (serei sempre o teu anjo da guarda e do teu irmãozinho que em breve nascerá)
- N. L., talvez a pessoa mais especial que conheci na minha vida: o homem que poderia ser o amor da minha vida. Tens uma alma linda, pura. És um ser-humano único
- V., apesar da desilusão, da dor que me causaste...obrigado por alguns dos momentos mais bonitos que tive até hoje na minha vida, pelas sensações que me proporcionaste, pelas palavras e frases lindas que me disseste e escreveste...Mas no fundo, agradeço-te porque “deste-me” alguns dos momentos mais deliciosos da minha vida.
- E aos A Silent Film....uma das bandas mais maravilhosas que ouvi na vida e que desejo que conquistem o mundo...eu tentei, vocês sabem que sim....

A minha vida tem sido um vazio de tudo...de amor principalmente. Nunca fui amada...e sempre que tentei amar, consegui afastar a pessoa e falhar....sou um ser-humano frustrado, angustiado, demasiado inseguro e ansioso para lidar com isto a que chamam “vida”. E já não tenho forças para enfrentar o desafio...vou desistir. Talvez não hoje....mas em breve. Sinto que o momento está a chegar. Mas até para isso estou a arranjar forças....

Já não sinto prazer em mais nada....nem naquelas pequenas coisas que tanto gostava: cozinhar, ler, ver um bom filme, fazer jantares para os amigos, contemplar o mar, sonhar em voltar a Menorca, passear a pé....

Só quero deitar-me na minha cama, fechar os olhos, e deixar de “respirar”....

Dani, 18 de Maio 2009

Lamber as feridas (escrito a 18 Abril 2010)

Conheci-te enquanto ainda lambia as feridas duma paixão dolorosa. Achei-te piada, um menino num corpo de homem, a tentar seduzir uma mulher que só queria esquecer o passado e apenas procurava um pouco de colo. Fazias-me rir e eu precisava tanto disso...e sentia-me especial cada vez que recebia um telefonema teu, uma mensagem...e pensava que talvez fosses a recompensa de toda a dor por que passei. E deixei-me levar...eras o meu elixir, a minha saída do casulo. E dizias que nunca me tratarias mal, nunca me farias sofrer...e eu acreditei. Precisava acreditar.
E agarrei-me a ti como quem agarra uma tábua de salvação. Sim, queria que me salvasses. Queria que me dissesses: “Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. Quero estar aqui”. Mas nunca o disseste. Nunca o quiseste dizer.
Eu fui uma espécie de desafio para ti. Uma aposta que só interessava ganhar. Um jogo, uma curiosidade, que depois de saciada, expiraria.
E tu para mim eras o menino que eu queria abraçar, mimar, cuidar...quem sabe até amar. E dei tudo de mim...demasiado de mim. E inundei-te com tudo de mim...e tu desististe do jogo. O desafio estava ganho para ti.

Voltei ao meu casulo. E agora lambo as feridas que me deixaste...tentando dizer a mim própria que sou muito melhor que tu, que não me merecias, mas de que adianta? Agora sou invisível para ti, já não me telefonas, não me envias mensagens, não pensas em mim. Já não me fazes rir, já não cantas para mim...
E aquilo que dizias que jamais me farias, não conseguiste cumprir...e por causa de ti sinto-me seca, humilhada, desprezada, sem vontade de confiar em ninguém do teu sexo, sem vontade de dar de mim a alguém...

Talvez necessites de crescer, amadurecer e tornares-te um ser-humano responsável e sensível para perceber que as pessoas não são jogos, não são desafios que se querem ganhar a todo o custo. As pessoas têm alma, sentimentos e algumas estão dispostas a querer fazer-te feliz...ainda que apenas podendo oferecer amizade. Mas tu desperdiças tudo isso...
Quem sabe se um dia vais dar valor ao que perdeste....mas que já não vais poder ter...

Letting go...(escrito em 5 Outubro 2009)

Chegou finalmente a chuva...para condizer com o meu estado de espírito. Ontem tomei finalmente uma atitude...a de te deixar ir por completo (apesar de já não te ter há muito tempo), de abrir as portas do meu coração e deixar-te partir.
Hoje estive a ler textos sobre ti, escritos por outra pessoa que te ama há mais tempo que eu, e o meu rosto encheu-se de lágrimas...e o meu coração ficou pequenino. És igual com todas nós, mas finges amar umas mais que outras....
Ainda não consegui entender este fenómeno de querer, desejar, amar tanto alguém, de forma doentia mesmo. Um fenómeno que impede os movimentos, que controla a nossa vida de forma sufocante, até ao desespero de desejar morrer porque não somos correspondidas....
E ontem, depois de mais uma noite na companhia das lágrimas, decidi que tinha chegado a altura de colocar um ponto final neste sofrimento...de acabar com tanta dor. E desisti de ti, de esperar que mudes e que um dia destes voltes a desejar-me e dizeres que me adoras.
Quero sentir aquela serenidade que sentia antes de entrares na minha vida, mas está a demorar a chegar....enquanto isso vou exorcizando estes sentimentos, lendo os textos que ela também escreve sobre ti...e as fotos que tiraram juntos...e não consigo sentir raiva dela – nem quero. Ela é como eu e eu como ela: amamos e pensamos demais...e dedicamo-nos a alguém que não tem profundidade emocional para perceber o quanto é amado, com a esperança que ele mude e passe a amar.
Mas eu não vou viver mais esta obsessão...sim porque já é algo obsessivo. Vou seguir com a minha vida, continuar com os meus medos e inseguranças, mas sentindo-me mais forte e determinada para lidar com o sofrimento. E se alguma coisa positiva aprendi contigo, foi não confiar nas palavras sem serem seguidas de acções, foi acreditar que um “adoro-te” afinal pode ser apenas uma palavra dita sem sentido, sem se sentir.
Amanhã quero acordar e sentir-me livre de ti....mesmo que a chuva continue e ainda haja lágrimas no meu rosto.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

MÁRCIA "A pele que há em mim" - LINDO!!




"Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada."

Márcia Santos

Os "so called" artistas

Não podia deixar de escrever algo sobre os "artistas". Afinal fazem parte do meu mundo profissional e merecem - ou não - uma pequena dissertação.
Há cerca de 8 anos que trabalho na indústria discográfica e já "convivi" com centenas de artistas que me deixaram sempre uma óptima impressão. Sim, são pessoas normais, mas com uma grande diferença: não podem ir ao supermercado sem serem importunados; andar na rua sem serem reconhecidos; e ganham muito mais dinheiro que nós, comuns mortais :-)
Às vezes faço uma lista mental de quantos artistas já conheci...e escapam-me sempre alguns. De qualquer forma, aqui vai um exercício: Madrugada (banda Noreguesa), Coldplay, Placebo, Ben Harper, Joss Stone, Robbie Williams, Janet Jackson, Lenny Kravitz, Radio 4, Liars, Linkin Park, Jared Ledo, Reamonn, The Chemical Brothers, Chicks on Speed, Erlend Oye (dos Kings of Convenience), Royksopp, Andrew Fletcher (Depeche Mode), Mark Owen (Take That), Gary Barlow (Take That), The Chemical Romance, and the list goes on...e depois há os artistas nacionais, que perdoem-me a sinceridade, têm sido a minha maior desilusão em termos de pretensiosimo e arrogância, exceptuando o meu querido Pedro Ayres Magalhães (Madredeus).
E depois há aqueles que conquistam o nosso coração duma forma arrebatadora e que ocupam um lugar muito especial na nossa vida profissional e pessoal e que merecem ser destacados nesta "pequena" dissertação: os Reamonn, os A Silent Film, os Apolo e mais recentemente A Caruma.
Pessoas e "artistas" com uma humanidade e humildade incrível, que valorizam o nosso trabalho e demonstram-no! Nunca irei esquecer aqui há uns anos, num concerto dos Reamonn em Coimbra, onde estavam milhares de pessoas, um agradecimento inesperado à minha pessoa e a dedicação duma música à "morena bonita deles", como me chamavam; ou receber também inesperadamente num fim de tarde um ramo de flores enorme e lindo dos Britânicos A Silent Film, com um cartão que dizia "Thanks for all you have been doing for us Dani - you are the best!". Perdoem-me a pretensão, mas é isto que me dá força, motivação e paixão pelo meu trabalho. É isto que faz um ser-humano valorizar outro.
E A Caruma, essas cinco pessoas fantásticas, sensíveis, talentosas, que ocupam um lugar especial no meu coração e que eu adoraria que vingassem neste mundo complicado que é a música. Em que tudo depende de ou sorte, ou trabalho árduo durante largos tempos.
Mas ultimamente a desilusão por este mundo de artistas tem sido avassaladora e até desmotivante...
Artistas que até à pouco tempo considerava humildes, de bom coração, simples....revelam-se pessoas sem carácter, maldosas, falsas, cruéis até. Afinal é tudo uma capa, uma fachada...
E eu não consigo nem quero viver num mundo de aparências.

Aos meus amigos

Acho que chegou a altura de fazer um tributo àquelas pessoas que têm sido importantes na minha vida: nos bons e maus momentos - os meus amigos.
Não preciso dizer nomes. Eles sabem quem são.
Os meus amigos, como diz o cliché, "são poucos mas bons"! Antes de mais porque aturam os meus dramas! :-)
Os meus amigos são especiais, porque descobrem sempre quando preciso deles: aparecem de forma inesperada quando estou sozinha e a precisar de um abraço; aparecem de surpresa para me fazer rir!
Os meus amigos não se importam que eu "abra o meu coração". Ouvem-me atentamente, aconselham-me, abraçam-me. Choram comigo, riem comigo...
Os meus amigos dizem o que sentem: dão-me sermões quando ajo mal, valorizam-me quando mereço, criticam sem me magoar.
Os meus amigos aturam as minhas manias.
Os meus amigos gostam que eu cozinhe para eles e levam os "restos" para casa :-)
Os meus amigos têm-me acompanhado nos piores momentos da minha vida...sem nunca me abandonarem.
Os meus amigos são seres-humanos extraordinários e bonitos.
Alguns dos meus amigos estão longe ou não os vejo com frequência, mas estamos sempre presente no coração uns dos outros.
Os meus amigos dão-me força, apoiam-me,
Os meus amigos são uma das minhas razões de viver...e só por isso merecem este tributo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Funeral Blues"

"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good." by
W. H. Auden

http://www.youtube.com/watch?v=b_a-eXIoyYA

Patch Adams - Um dos Filmes da minha vida. A história do criador dos "Doutores do Nariz Vermelho"

Temper Trap - Sweet Disposition (Directors Cut) - Uma das minhas bandas favoritas!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desabafo - Parte I

Apetece-me desabafar sobre mim. Acho que chegou a altura.
Estou a passar um mau momento na minha vida. E porquê? Essencialmente por 3 razões:
1)      Estou farta de lidar com maldade, hipocrisia, crueldade, cinismo...e não sei mesmo lidar com isto. Fico doente só de pensar que vou ter de enfrentar alguém ou uma situação que envolva estas atitutes;
2)      Estou “apaixonada” – mais por uma ideia da pessoa do que pela própria pessoa, mas o que hei-de fazer?! – e mais uma vez é uma paixão não-correspondida. E melodramática como sou, ando a sofrer horrores, tal como uma protagonista de novela...
3)      E finalmente porque tenho um feitio tipicamente depressivo e sinto tudo a quadriplicar. Algo que para uma pessoa qualquer seria de resolução simples, para mim é um drama.

Acima de tudo, sou uma pessoa muito intensa, apaixonada por tudo aquilo que realmente gosto: desde um homem, aos amigos, a um livro, a um filme, a uma música, a um artista, a uma cidade...Acho que tudo começou quando tinha 9 anos e vi pela primeira vez um videoclip do George Michael – “Careless Whisper” – e as minhas hormonas dispararam como loucas! Desde então decidi perseguir todos os meus objectivos, sonhos e desejos...e assim foi. Passei a ser a “rainha do recreio”! Eu é que comandava as tropas no colégio, quando encenávamos os nossos pequenos teatros ou musicais. Eu era sempre a Rafaella Carra!! Lembram-se desse ícone sexual Italiano que marcou a década de 80? Olha, dava um bom cromo para a rubrica do Markl!
Desde essa idade, 9/10 anos, a música assumiu um papel importantíssimo na minha vida. Principalmente os Wham! Ai de quem insultasse o meu George Michael e ofendesse a sua orientação sexual, que eu sempre tive a convicção que era bem macho...até ao despertar para a realidade há poucos anos, quando o meu ícone musical foi apanhado com as calças nas mãos num WC público. Mas o amor continua, no matter what. O homem é um dos melhores cantores de sempre e ponto final parágrafo.
A minha adolescência teve muitas paixões platónicas por artistas...(daí agora a minha inexperiência com homens “de carne e osso”!): desde o Starbuck da série Galáctica, aos Bros, ao Morrissey...enfim nem me vou alongar mais porque a minha reputação já está mais que manchada!
E finalmente chegou o ano de 1993, a entrada na Universidade, a suposta fase das festanças nas Queimas das Fitas, das bebedeiras, do desfilar no traje académico....mas nada disso: voltei-me novamente para o mundo dos sonhos e “apaixonei-me” por 5 rapazolas Ingleses que andavam a arrasar corações pela Europa inteira: os Take That. Obviamente que fui motivo de chacota milhares de vezes, mas eu queria lá saber! Este era agora o meu objectivo: viver aquela paixão incompreendida por todos e fazer a vida negra aos meus pais que tinham de levar com um quarto forrado a posters de tipos de tronco nú, e de ver vídeos (em VHS!) em loop 550 mil vezes! Até que a paixão foi longe demais e assumiu uma espécie de missão, de objectivo a cumprir: partir em busca dessa paixão. E lá parti para Londres, a cidade que é até hoje o sítio do meu coração.
Pelos Take That parti para Londres, deixando os meus pais destroçados. Mas foi tudo maravilhoso! Foi 1 ano de aventuras, experiências únicas! Talvez o melhor ano da minha vida. E tudo mudou em mim. Tornei-me ainda mais “apaixonada” pela vida, mais lutadora, sonhadora, sempre a estabelecer objectivos e a cumpri-los. Era tão feliz...
Mas tive de regressar à “realidade”, i.e. a Portugal. E tudo mudou.
Depois de algumas peripécias profissionais, depois de conseguir finalmente trabalhar no mundo que eu sempre sonhei: a música e ter vivido num “sonho encantado” durante algum tempo, a triste realidade bateu-me à porta e o meu mundo sucumbiu.
Descobri que a vida não é sempre aquilo que sonhamos e desejamos...descobri que há seres-humanos cruéis, que vivem do prazer de ver os outros sofrer...descobri que vivemos num mundo-cão em que cada um luta para ter protagonismo dê por onde der....descobri a maldade, o cinismo, a hipocrisia, a falsidade...e descobri que não podemos abrir o nosso coração a qualquer pessoa porque ela poderá destruir-nos.

E o amor? O que hei-de dizer de um sentimento que mal conheço mas que só me tem trazido desilusões? E aqui assumo a minha culpa: a de me entregar facilmente, a de achar que amando, também seremos amados, de achar que ao abrir o coração, a pessoa virá a correr para os nossos braços. Mas não é nada disso. Temos de dar tempo até perceber se a outra pessoa está em sintonia conosco e acima de tudo se nos merece (esta foste tu Carla Alves, que me disseste milhares de vezes!). E só depois, quando percebermos que a outra pessoa quer mesmo estar do nosso lado, quando o demonstra, é que podemos abrir um bocadinho do coração...e depois com o tempo veremos se vale a pena abrir por completo.

Eu sou assim...demasiado apaixonada. Como se fosse a protagonista duma história de Almodóvar, levando os sentimentos a extremos, lutando por eles com todas as minhas forças...e sofrendo com eles.

E este foi apenas um pedacinho do meu desabafo...

"I carry your heart with me"

I carry your heart with me

I carry your heart with me (I carry it in
my heart).
I am never without it (anywhere
I go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)
E. E. Cummings


Personal Bill of Rights

1. I have the right to ask for what I want.
2. I have the right to say no to requests or demands I can’t meet.
3. I have the right to express all of my feelings, positive or negative.
4. I have the right to change my mind.
5. I have the right to make mistakes and not be perfect.
6. I have the right to follow my own values and standards.
7. I have the right to say no to anything when I feel I am not ready, it is unsafe, or it violates my values.
8. I have the right to determine my own priorities.
9. I have the right NOT to be responsible for others’ behavior, actions, feelings, or problems.
10. I have the right to expect honesty from others.
11. I have the right to be angry at someone I love.
12. I have the right to be uniquely myself.
13. I have the right to feel scared and say “I’m afraid.”
14. I have the right to say “I don’t know.”
15. I have the right not to give excuses or reasons for my behavior.
16. I have the right to make decisions based on my feelings.
17. I have the right to my own needs for personal space and time.
18. I have the right to be playful and frivolous.
19. I have the right to be healthier than those around me.
20. I have the right to be in a non-abusive environment.
21. I have the right to make friends and be comfortable around people.
22. I have the right to change and grow.
23. I have the right to have my needs and wants respected by others.
24. I have the right to be treated with dignity and respect.
25. I have the right to be happy.

Sonnet XVII, de Pablo Neruda (um dos meus poemas favoritos)

"I do not love you as if you were salt-rose, or topaz,
or the arrow of carnations the fire shoots off.
I love you as certain dark things are to be loved,
in secret, between the shadow and the soul.

I love you as the plant that never blooms
but carries in itself the light of hidden flowers;
thanks to your love a certain solid fragrance,
risen from the earth, lives darkly in my body.

I love you without knowing how, or when, or from where.
I love you straightforwardly, without complexities or pride;
so I love you because I know no other way

than this: where I does not exist, nor you,
so close that your hand on my chest is my hand,
so close that your eyes close as I fall asleep."


http://www.youtube.com/watch?v=yPwQw-cfGvc