Mais um ano que se aproxima do fim. Estou mais serena e em paz. O meu coração está desocupado e sei que essa é a razão principal para esta minha serenidade. É estranho chegar à conclusão que só estou bem quando não estou apaixonada ou obcecada por alguém. Há um ano atrás estava a passar por um inferno que me levou ao internamento. A obsessão passou e eu cresci. Mas ao longo deste ano, voltei a acreditar no ser-humano e a achar que não me ia magoar mais. Errado. Conheci-te e nasceu uma empatia deliciosa. Éramos quase cúmplices. Eu só queria que fosses bem sucedido, que todos estes anos em que trabalhaste para mostrar o teu trabalho, fossem finalmente reconhecidos. Mas deu-se uma reviravolta e ficaste contra mim, começaste a achar que eu era o inimigo e que só te queria ver mal. Se tu me conhecesses, jamais pensarias assim...mas pouco te interessou conheceres-me realmente. Quando estamos demasiado ocupados com o nosso ego, quando só vimos à nossa frente o nosso rosto, é natural que vejas os outros como inimigos. E eu, ao pensar que éramos amigos, ao mesmo tempo que cúmplices profissionais, confundi tudo e revelaste ser tudo aquilo que eu desprezo e odeio. Sinto que estou mais forte porque consegui não me apaixonar por ti. A lição que aprendi há um ano atrás tornou-me mais forte e precavida. Já não me iludo com tanta facilidade, já não acho que as pessoas são todas boazinhas e cheias de boas intenções. A minha dor de alma continua...às vezes é tão forte que choro sem parar, apetece-me gritar, tomar todos os comprimidos que encontro e deixar-me morrer...sinto que não pertenço aqui nem a lado algum...sinto que ninguém compreende o que sinto. E quando surge alguém que acho que me vai fazer bem, que me vai compreender, a dor ameniza e o sorriso invade o meu rosto e o meu coração. Mas logo me desiludo. As pessoas usam máscaras. E quando a máscara cai, regressa esta dor excruciante na minha alma e volto a não acreditar. E porque é que continuo a viver? Porque devo isso a quem me ama, a quem iria sofrer com a minha perda. Há dias em que me limito a respirar e sou como um autómato que se limitar a cumprir tarefas. Mas há outros em que me escondo no meu refúgio e penso em como desaparecer, em como deixar de respirar. Sei que quem me ama iria sofrer, mas e o meu sofrimento? E a dor lancinante que sinto no peito por não aguentar mais? Mas enquanto essa dor não começar a sangrar, vou vivendo por quem me quer bem, por quem me ama. Por enquanto, enrolo-me no cobertor e deito-me, a escutar a tempestade lá fora...dizendo para mim própria "tu és forte, aguenta mais um pouco".
Careless Whispers
Este é o meu espaço, o meu cantinho onde finalmente vou poder expressar as minhas emoções, os meus medos, as minhas fragilidades...o blog onde vou poder desabafar, sem me preocupar em ser julgada por terceiros. Seja bem-vindo quem quiser partilhar este cantinho comigo...
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
"What goes around, comes around"!
Tenho um grande defeito: envolvo-me demasiado emocionalmente no meu trabalho. Em vez de assumir uma atitude meramente profissional, sem qualquer ligação “afectiva” aos projectos e distanciar-me das pessoas com quem trabalho externamente, faço exactamente o contrário. E o resultado ultimamente tem sido muito negativo, já que o que recebo em troca é ser usada como um “saco de boxe” ou simplesmente levo um chuto no rabo.
Pior que isso, é ao fim de tantos anos a lidar com artistas que sempre valorizaram o meu trabalho (independentemente de me reconhecerem na rua ou não - o que é que isso interessa?!) é chegar a um ponto da minha carreira em que me deparo com uma determinada pessoa que põe em questão todo o meu profissionalismo e goza literalmente com tudo o que tenho conquistado até aqui.
Sim, talvez esteja a dar demasiada importância a esse indivíduo, mas preciso exorcizar tudo o que ando a sentir nos últimos dias. Se há coisas que não suporto nesta vida são pessoas desonestas, sem carácter, com duas caras, falsas, oportunistas. E pior ainda, que me queiram usar para atingir os seus fins.
Tenho muito valor como ser-humano para ser usada desta forma. Ao contrário desse indivíduo, trabalho na música porque amo o que faço e não para enriquecer à custa de artistas. Dedico-me de alma e coração a eles (os artistas) porque quero que sejam bem-sucedidos, que sejam reconhecidos pelo público e que concretizem os seus sonhos. Não me aproveito deles para ganhar dinheiro – o meu ordenado é sempre o mesmo, quer conquiste o número 1 da tabela de álbuns ou esteja a trabalhar uma das músicas mais tocadas na rádio.
E sim, tenho sido valorizada e reconhecida por alguns dos artistas que tenho trabalhado. Eu pelo menos posso dar-me ao luxo de dizer que o meu trabalho já deu frutos, como a conquista de discos de Ouro (quando o Ouro ainda equivalia a 20 mil discos) com artistas nacionais e internacionais; com a conquista de lugares cimeiros na tabela de álbuns e ter ficado com grandes amizades, com alguns desses artistas. Sim, já tive uma banda internacional a dedicar-me uma canção num concerto, perante milhares de pessoas; e já recebi ramos de flores a agradecer o meu empenho e dedicação.
De uma coisa eu tenho a certeza, não me importo nada de ser o “senhor que cuidava do relvado do estádio da Luz na década de 60”. Pelo menos esse era honesto, trabalhador e não andava a enganar ninguém. Enquanto que esse indivíduo, que se compara com o “Cristiano Ronaldo” da música... (LOL!) não é mais que um falhado, que nada tem no seu currículo que possa afirmar que foi um êxito.
Mas como diz o velho ditado: “What goes around, comes around”!
sábado, 1 de janeiro de 2011
"Happiness is only real when shared" (by Chris McCandless)
Hoje começou um novo ano, a altura em que se fazem resoluções, promessas. No início de cada ano sentimos que renascemos – que podemos “apagar” os maus momentos, perdoar quem nos magoou, esquecer as tristezas e recomeçar.
Nunca fui muito de festejar o Ano Novo, mas quando festejava era sempre em grande: ou ia para Espanha com amigos, ou para Londres, ou para festas sem sentido.
Mas preferia ficar em casa, sem ter a preocupação de “O que vou vestir?”, de usar maquilhagem, de ir ao cabeleireiro. E preferia ficar com a família, a ver os mesmos filmes de sempre: “Sozinho em Casa” até “Ben-Hur”! E gostava muito desses fins de ano. Eram os meus preferidos.
Este ano passei para 2011 sozinha. Também foi num local confortável, hospitaleiro, com pessoas queridas que me acarinharam. Jantei sozinha no meu quarto – o famoso perú assado, que apesar de não ser igual ao da minha mãe – também me soube bem.
Mas havia um silêncio nesta casa, como se de repente eu estivesse sozinha no mundo. Apenas eu.
Nestas últimas semanas adorei descobrir a quantidade de pessoas que gostam de mim e que ocupo um espaçozinho nos seus corações. Adorei ser mimada por elas. No último dia do ano, à tarde, tive “casa cheia” com família e amigos a darem-me o último abraço de 2010. E no fim, quando partiram, ficou o silêncio e as lágrimas suaves que tentavam confortar-me.
Adormeci antes das 24h...entrei em 2011 a dormir. Apesar disso espero que seja um bom sinal!
2010 foi um ano estranho, principalmente no plano amoroso: três paixões não-correspondidas e o sofrimento que me trouxeram. Durante 2010 senti que nunca irei ter um amor correspondido. Não que isso seja uma prioridade na minha vida, mas sei que as pessoas mais felizes são aquelas que são amadas, não só pela família e amigos, mas também por um homem ou mulher. Depois de experimentar tanta coisa para tentar ter prazer pela vida, acho que a solução é essa mesma: amar e ser amada. E sim, amar-me acima de tudo.
Na noite de passagem de ano adormeci cedo e nem cumpri a tradição de pedir desejos e comer as passas. Será que vou ter azar durante o ano por não ter cumprido a tradição?
Não, está a começar um ano novo e preciso de fazer um “refresh” à minha vida, em todos os aspectos. Antes de mais preciso fazer uma lista com o que quero e o que não quero fazer em 2011.
Neste momento tenho dois objectivos: acabar com esta tristeza, com a melancolia, que muitas vezes surge sem saber porquê.
Não quero fazer sofrer as pessoas que eu amo e me amam...como tenho feito até agora. Tenho sido egoísta e centrada em mim. Quero dar-lhes todo o amor que sei que tenho aqui dentro, mas que custa revelar.
E os meus amigos...esse pequeno grupo de pessoas que me mimam, que correm ao meu encontro em caso de SOS, que riem comigo até às lágrimas, que me dão energia positiva, que me fazem feliz.
Eu tenho tanta sorte por ter estes seres-humanos na minha vida: família e amigos!
Em 2011 vou “encerrar” o meu coração. Não quero mais paixões nem amores não correspondidos. Estou exausta e ainda tenho o coração em carne viva. Preciso deixá-lo sarar.
Sim, passei para 2011 sozinha, mas com tanta gente no meu coração!
E tal como essa já mítica frase de Chris McCandless, num dos filmes da minha vida - “Into the Wild”: “...happiness is only real when shared”.
Into the Wild trailer - sometimes I wish I had the courage of Chris McCandless
domingo, 26 de dezembro de 2010
Um Natal diferente...
Desde que me lembro de ser gente, que a época do Natal é a mais relevante do ano. Ao contrário do que algumas pessoas pensam sobre esta época, pelo seu lado comercial, eu via e ainda vejo de outra forma: era a ânsia que chegasse o mês de Dezembro para ver as ruas e lojas iluminadas; a “construção” da árvore de Natal lá em casa – que eu exigia sempre que fosse artificial para não prejudicar a natureza! Já eram os meus sonhos de mudar o mundo a vir à superfície.
Adorava a véspera do dia 25, em que em conjunto com o meu irmão tentávamos descobrir onde é que o Pai Natal tinha escondido os presentes! Sim, porque eu acreditava no senhor de barba branca que vive infinitamente na Lapónia. E enquanto os meus pais e familia colocavam freneticamente os presentes na árvore de Natal, eu e o resto da criançada ficávamos “aprisionados” numa varanda, avisando-nos para olharmos com atenção para o céu estrelado e tentar ver o Pai Natal passar com as suas renas. E lá ficávamos meio-embrigadados com aquela ideia e confundíamos estrelas ou aviões com o trenó, e ficávamos tristes porque não tínhamos ido a tempo de ver o Pai Natal.
Quase, quase às 24h, éramos “libertados” da varanda e lá íamos eufóricos ter com os adultos, perguntávamos como é que o Pai Natal era: se era simpático, rechonchudo, etc. E começava a azáfama da abertura das prendas onde só se ouvia o rasgar dos papéis de embrulho ou “queria tanto ter isto!”, “vou levar esta boneca para a escola e meter inveja às outras meninas”.
E foi sempre assim, até chegar à adolescência, em que o Natal continuava a ser a minha época favorita. A única diferença é que jão não acreditava no Pai Natal...
O Natal foi sempre a altura em que estávamos sempre juntos – os meu pais e eu – em que a minha mãe passava (e ainda passa!) o dia a fazer doces, desde os bolinhos de bolina, rabanadas, arroz doce, leite creme, tronco de Natal de cenoura, coberto de chocolate. Para além do prato principal: o bacalhau cozido!
A parte da abertura dos presentes já não tinha aquela excitação, mas confesso que fcávamos algo ansiosos. A mim calham-me sempre paninhos, meia, biblôts....vê-se mesmo que as pessoas não me conhecem; mas compensava com os presentes dos meus pais que sabem o que gosto e lembro-me de há 1 ou 2 Natais atrás, terem-me oferecido a bibliografia de Dostoievky e o filme “O Pianista”. Eram presentes que enchiam-me a alma.
Este ano foi diferente...sinto que não houve Natal. Foi um dia igual aos outros...Eu não estava feliz e tive de ir para um “refúgio” onde pudesse curar essa tristeza, essa melancolia. E estive sozinha este Natal: sem a azáfama dos doces, sem árvore de Natal, sem prendas, sem companhia. Quando me deitei, já a sofrer os efeitos dos sedativos, escorriam-me lágrimas pelos olhos e senti-me a pessoa mais só em todo o mundo, “aprisionada” neste quarto..
A vida passa rápido demais, não há tempo para saborear nada, para estar com as pessoas que amamos e o Natal concentrava tudo isto: a delícia de estar vivo, o prazer de estar com as pessoas mais importantes da nossa vida. O Natal era uma das épocas que me dava mais prazer de viver...e este ano passei-o sozinha.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Numa encruzilhada
Há momentos na vida em que temos de tomar decisões muito importantes, que podem mudar tudo o resto: seguir em frente e travar todas as lutas que surgem pelo caminho ou fazer "Pause" e colocar tudo em suspenso, para pensar no rumo que a nossa vida deverá levar.
Estou a passar por um desses momentos e sinto-me numa encruzilhada em que não sei que caminho seguir...pois qualquer um deles vai afectar-me de uma forma ou de outra.
Seguir em frente, enfrentar os meus demónios, ir para a frente da batalha, vai deixar-me ainda mais derrotada...vou continuar a esvaír-me em sangue, mas provarei a todos que consigo ser forte. Por outro lado, essa força afinal pode não existir e posso tentar encontrar a saída mais rápida para parar com a dor, a difamação, a injustiça...
Fazer "Pause" na minha vida vai implicar com tudo: vou perder o meu trabalho, vou continuar a ser estigmatizada, vou perder muita coisa na minha vida e vou adormecer.
Não sei o que escolher....
Queria voltar atrás no tempo e não ter conhecido "aquela" pessoa, não me ter envolvido e iludido. E queria que as pessoas parássem de me julgar e conhecer apenas uma parte da história...
Sei que neste momento sinto a minha vida destruída a nível profissional devido a um infortúnio pessoal...e não estou a saber lidar com isso.
É como se andasse na rua e sentisse os olhares de censura em mim...sinto-me excluída de actividades de que devia fazer parte...das quais tenho mérito.
E tudo isto é resultado das minhas emoções, do meu defeito de "abrir o coração" a quem não devia...de achar que determinadas pessoas são especiais, quando no fundo são maldosas, não podemos confiar nelas...e nos destróiem a vida.
Entre esta encruzilhada, a solução talvez seria "desaparecer": mudar de país, de entidade, de profissão. Tornar-me uma estranha para todos esses que me querem mal...fazer com que se esqueçam de mim. Mas não tenho esse poder de super-heroína...vou ter de tomar uma decisão e muito em breve. E o primeiro passo será excluir da minha vida todos aqueles que afinal me desejam mal, me julgam injustamente, excluir quem acha ter o poder de manipular a minha vida profissional, todos aqueles que têm maldade e cinismo no coração e gostam de ver o sofrimento de outrem, no fundo....excluir quem não merece conhecer nem partilhar a vida com uma pessoa extraordinária como eu.
Estou a passar por um desses momentos e sinto-me numa encruzilhada em que não sei que caminho seguir...pois qualquer um deles vai afectar-me de uma forma ou de outra.
Seguir em frente, enfrentar os meus demónios, ir para a frente da batalha, vai deixar-me ainda mais derrotada...vou continuar a esvaír-me em sangue, mas provarei a todos que consigo ser forte. Por outro lado, essa força afinal pode não existir e posso tentar encontrar a saída mais rápida para parar com a dor, a difamação, a injustiça...
Fazer "Pause" na minha vida vai implicar com tudo: vou perder o meu trabalho, vou continuar a ser estigmatizada, vou perder muita coisa na minha vida e vou adormecer.
Não sei o que escolher....
Queria voltar atrás no tempo e não ter conhecido "aquela" pessoa, não me ter envolvido e iludido. E queria que as pessoas parássem de me julgar e conhecer apenas uma parte da história...
Sei que neste momento sinto a minha vida destruída a nível profissional devido a um infortúnio pessoal...e não estou a saber lidar com isso.
É como se andasse na rua e sentisse os olhares de censura em mim...sinto-me excluída de actividades de que devia fazer parte...das quais tenho mérito.
E tudo isto é resultado das minhas emoções, do meu defeito de "abrir o coração" a quem não devia...de achar que determinadas pessoas são especiais, quando no fundo são maldosas, não podemos confiar nelas...e nos destróiem a vida.
Entre esta encruzilhada, a solução talvez seria "desaparecer": mudar de país, de entidade, de profissão. Tornar-me uma estranha para todos esses que me querem mal...fazer com que se esqueçam de mim. Mas não tenho esse poder de super-heroína...vou ter de tomar uma decisão e muito em breve. E o primeiro passo será excluir da minha vida todos aqueles que afinal me desejam mal, me julgam injustamente, excluir quem acha ter o poder de manipular a minha vida profissional, todos aqueles que têm maldade e cinismo no coração e gostam de ver o sofrimento de outrem, no fundo....excluir quem não merece conhecer nem partilhar a vida com uma pessoa extraordinária como eu.
Em carne viva...(escrito a 7 Dezembro 2010)
E tu surgiste, de forma inesperada.
Vimo-nos uma vez e confesso que não houve o chamado “click”.
Mas naquela noite encantaste-me: pegaste na guitarra e perguntaste o que eu queria que tocasses. Pedi-te o tema do filme “O Caçador” e comoveste-me. Roubei-te um beijo e ficaste com aquele ar de tímido que assumes sempre que não estás à vontade. Mas aproximaste-te de mim, acariciaste-me as mãos, o rosto e voltámos a beijarmo-nos. Não estávamos sózinhos e não pudemos extravasar o desejo que começava a existir entre nós.
Eu só te queria tocar...ouvir-te falar...ver-te sorrir...porque sempre adorei o teu sorriso.
Senti o meu peito a explodir de desejo, de paixão a brotar...mas tive de me conter.
Disseste-me coisas bonitas que levei comigo nessa noite.
Surgiu uma cumplicidade única entre nós...quando falávamos ao telefone, quando te via e não podia tocar-te.
Por ti fiz a maior loucura da minha vida...que não me arrependo. Partilhámos numa noite segredos tão íntimos, experiências dolorosas, e sentimos os nossos corpos duma forma arrebatadora e única.
Nesse dia senti que ias fazer parte da minha vida para sempre, talvez não de forma amorosa, mas como uma das pessoas mais especiais que eu tinha encontrado.
Mas eu estava carente...e iludi-me.
Eu fui apenas mais uma conquista, mais uma história para escreveres uma canção.
E ao abrir-te o meu coração e dizer tudo o que sentia...acabei por perder-te.
Assustaste-te e fugiste. Evaporaste-te da minha vida.
Agora, sentada na cama a escrever estas linhas, enquanto o vento sopra violentamente lá fora, as lágrimas toldam-me os olhos, sinto um aperto no coração, uma vontade imensa de ouvir a tua voz, de ver o teu sorriso enquanto tocavas para mim “O Caçador”....mas só consigo sentir o coração em carne viva...
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