Hoje começou um novo ano, a altura em que se fazem resoluções, promessas. No início de cada ano sentimos que renascemos – que podemos “apagar” os maus momentos, perdoar quem nos magoou, esquecer as tristezas e recomeçar.
Nunca fui muito de festejar o Ano Novo, mas quando festejava era sempre em grande: ou ia para Espanha com amigos, ou para Londres, ou para festas sem sentido.
Mas preferia ficar em casa, sem ter a preocupação de “O que vou vestir?”, de usar maquilhagem, de ir ao cabeleireiro. E preferia ficar com a família, a ver os mesmos filmes de sempre: “Sozinho em Casa” até “Ben-Hur”! E gostava muito desses fins de ano. Eram os meus preferidos.
Este ano passei para 2011 sozinha. Também foi num local confortável, hospitaleiro, com pessoas queridas que me acarinharam. Jantei sozinha no meu quarto – o famoso perú assado, que apesar de não ser igual ao da minha mãe – também me soube bem.
Mas havia um silêncio nesta casa, como se de repente eu estivesse sozinha no mundo. Apenas eu.
Nestas últimas semanas adorei descobrir a quantidade de pessoas que gostam de mim e que ocupo um espaçozinho nos seus corações. Adorei ser mimada por elas. No último dia do ano, à tarde, tive “casa cheia” com família e amigos a darem-me o último abraço de 2010. E no fim, quando partiram, ficou o silêncio e as lágrimas suaves que tentavam confortar-me.
Adormeci antes das 24h...entrei em 2011 a dormir. Apesar disso espero que seja um bom sinal!
2010 foi um ano estranho, principalmente no plano amoroso: três paixões não-correspondidas e o sofrimento que me trouxeram. Durante 2010 senti que nunca irei ter um amor correspondido. Não que isso seja uma prioridade na minha vida, mas sei que as pessoas mais felizes são aquelas que são amadas, não só pela família e amigos, mas também por um homem ou mulher. Depois de experimentar tanta coisa para tentar ter prazer pela vida, acho que a solução é essa mesma: amar e ser amada. E sim, amar-me acima de tudo.
Na noite de passagem de ano adormeci cedo e nem cumpri a tradição de pedir desejos e comer as passas. Será que vou ter azar durante o ano por não ter cumprido a tradição?
Não, está a começar um ano novo e preciso de fazer um “refresh” à minha vida, em todos os aspectos. Antes de mais preciso fazer uma lista com o que quero e o que não quero fazer em 2011.
Neste momento tenho dois objectivos: acabar com esta tristeza, com a melancolia, que muitas vezes surge sem saber porquê.
Não quero fazer sofrer as pessoas que eu amo e me amam...como tenho feito até agora. Tenho sido egoísta e centrada em mim. Quero dar-lhes todo o amor que sei que tenho aqui dentro, mas que custa revelar.
E os meus amigos...esse pequeno grupo de pessoas que me mimam, que correm ao meu encontro em caso de SOS, que riem comigo até às lágrimas, que me dão energia positiva, que me fazem feliz.
Eu tenho tanta sorte por ter estes seres-humanos na minha vida: família e amigos!
Em 2011 vou “encerrar” o meu coração. Não quero mais paixões nem amores não correspondidos. Estou exausta e ainda tenho o coração em carne viva. Preciso deixá-lo sarar.
Sim, passei para 2011 sozinha, mas com tanta gente no meu coração!
E tal como essa já mítica frase de Chris McCandless, num dos filmes da minha vida - “Into the Wild”: “...happiness is only real when shared”.
Into the Wild trailer - sometimes I wish I had the courage of Chris McCandless
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