sábado, 7 de maio de 2011

"What goes around, comes around"!


Tenho um grande defeito: envolvo-me demasiado emocionalmente no meu trabalho. Em vez de assumir uma atitude meramente profissional, sem qualquer ligação “afectiva” aos projectos e distanciar-me das pessoas com quem trabalho externamente, faço exactamente o contrário. E o resultado ultimamente tem sido muito negativo, já que o que recebo em troca é ser usada como um “saco de boxe” ou simplesmente levo um chuto no rabo.

Pior que isso, é ao fim de tantos anos a lidar com artistas que sempre valorizaram o meu trabalho (independentemente de me reconhecerem na rua ou não - o que é que isso interessa?!) é chegar a um ponto da minha carreira em que me deparo com uma determinada pessoa que põe em questão todo o meu profissionalismo e goza literalmente com tudo o que tenho conquistado até aqui.

Sim, talvez esteja a dar demasiada importância a esse indivíduo, mas preciso exorcizar tudo o que ando a sentir nos últimos dias. Se há coisas que não suporto nesta vida são pessoas desonestas, sem carácter, com duas caras, falsas, oportunistas. E pior ainda, que me queiram usar para atingir os seus fins.
Tenho muito valor como ser-humano para ser usada desta forma. Ao contrário desse indivíduo, trabalho na música porque amo o que faço e não para enriquecer à custa de artistas. Dedico-me de alma e coração a eles (os artistas) porque quero que sejam bem-sucedidos, que sejam reconhecidos pelo público e que concretizem os seus sonhos. Não me aproveito deles para ganhar dinheiro – o meu ordenado é sempre o mesmo, quer conquiste o número 1 da tabela de álbuns ou esteja a trabalhar uma das músicas mais tocadas na rádio.

E sim, tenho sido valorizada e reconhecida por alguns dos artistas que tenho trabalhado. Eu pelo menos posso dar-me ao luxo de dizer que o meu trabalho já deu frutos, como a conquista de discos de Ouro (quando o Ouro ainda equivalia a 20 mil discos) com artistas nacionais e internacionais; com a conquista de lugares cimeiros na tabela de álbuns e ter ficado com grandes amizades, com alguns desses artistas. Sim, já tive uma banda internacional a dedicar-me uma canção num concerto, perante milhares de pessoas; e já recebi ramos de flores a agradecer o meu empenho e dedicação.

De uma coisa eu tenho a certeza, não me importo nada de ser o “senhor que cuidava do relvado do estádio da Luz na década de 60”. Pelo menos esse era honesto, trabalhador e não andava a enganar ninguém. Enquanto que esse indivíduo, que se compara com o “Cristiano Ronaldo” da música... (LOL!) não é mais que um falhado, que nada tem no seu currículo que possa afirmar que foi um êxito.

Mas como diz o velho ditado: “What goes around, comes around”!

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